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Joe Berardo quer prestar caução com ações

Joe Berardo quer prestar caução com ações

O empresário Joe Berardo, detido por suspeitas de crimes de burla qualificada, branqueamento, fraude fiscal qualificada e abuso de confiança, já garantiu a caução de cinco milhões de euros aplicada. O JN sabe que o oferecimento da caução corresponde a ações e cabe agora ao juiz Carlos Alexandre aceitar ou recusar.

O empresário madeirense foi detido por suspeitas de burla no empréstimo à Caixa Geral de Depósitos (CGD). O Ministério Público e a Polícia Judiciária suspeitam que tudo não passou de um golpe que passava pelo financiamento do banco público para tomar o controlo do Millennium BCP.

O advogado de Berardo, André Luiz Gomes, também foi detido e foram constituídos como arguidos mais de uma dezena de indivíduos. Entre eles está o antigo líder do conselho de administração da CGD Carlos Santos Ferreira, que, meses após ter autorizado os empréstimos que permitiram o aumento de poder no Millennium, foi nomeado presidente do BCP.

O empresário madeirense também é suspeito de ocultar e dispersar bens para evitar pagar as dívidas. Para isso terá usado diversas contas offshores, além de uma multitude de empresas.

O JN sabe que o oferecimento da caução, que é o documento enviado ao tribunal em que o arguido explica ao juiz como pretende prestá-la, envolve ações cotadas em bolsa e reguladas pelo mercado. Mas cabe agora a Carlos Alexandre avaliar o oferecimento. Pode aceitar ou negar. O documento foi enviado esta terça-feira ao Tribunal Central de Instrução Criminal.

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