Palmela

Jovens que enforcaram colega de instituição acusados de homicídio qualificado 

Jovens que enforcaram colega de instituição acusados de homicídio qualificado 

O Ministério Público vai levar a julgamento dois jovens, de 16 e 17 anos, por homicídio qualificado e profanação de cadáver no caso da morte de Lucas Miranda, asfixiado pelos dois colegas da instituição de acolhimento onde estavam, o Centro Jovem Tabor, em Palmela, a 15 de outubro de 2020.

Os dois arguidos vão responder pela prática do crime de homicídio qualificado, um como autor e outro como cúmplice, e ainda pela prática, em coautoria, de um crime de profanação de cadáver.

O suspeito principal do homicídio vai ainda responder por ameaça agravada, maus tratos de animal de companhia e ofensa à integridade física simples. Estes crimes imputados não estão relacionados com o homicídio de Lucas Miranda, mas têm origem em processos distintos.

No processo está ainda um terceiro arguido, que responde pela prática dos crimes de ofensa à integridade física simples e ameaça agravada.

Os suspeitos: Ricardo, com 16 anos, e Leandro, de 17, foram detidos no início de março, mas foram libertados pelo Tribunal de Setúbal. A Juiz de Instrução Criminal indiciou-os de homicídio a pedido da vítima e profanação de cadáver, ao contrário do pedido pelo Ministério Público que era homicídio qualificado. O MP proferiu agora a acusação aos dois suspeitos por homicídio qualificado, na sequência da investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária de Setúbal, e deve pedir a alteração das medidas de coação.

Lucas Miranda, 15 anos, foi asfixiado até à morte a 15 de outubro de 2020 pelos dois colegas da instituição de acolhimento onde estavam, o Centro Jovem Tabor, Brejos do Assa, Palmela. Após o crime, atiraram o corpo para um poço junto à instituição e só quatro meses depois foi encontrado. Nesta altura chegou uma denúncia à PJ indicando a localização exata do corpo e a forma como tinha sido morto. Terá sido um familiar de um dos suspeitos a dar a informação aos inspetores.

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A Polícia Judiciária encontrou o corpo de Lucas Miranda tapado por ramos de árvores e vegetação, qaundo já só restavam praticamente ossadas.

Lucas tinha sido institucionalizado no dia 2 de outubro a pedido da mãe adotiva que sentia receio pelo comportamento violento do filho em casa, no Barreiro. Entre a institucionalização e o homicídio, o jovem fugiu seis vezes do Centro de Jovens Tabor, mas era sempre localizado e regressava ao espaço.

As fugas faziam supor que o desaparecimento de Lucas se tivesse devido a mais uma das suas fugas. O primeiro rumor que apontou para a morte de Lucas foi dado em novembro e dava conta de que o corpo do jovem se encontrava num poço, não em Palmela, a cem metros do centro Tabor, mas algures no concelho da Moita.

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