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Maus-tratos da Polícia a descendentes de africanos são frequentes

Maus-tratos da Polícia a descendentes de africanos são frequentes

Detido pela GNR, em Almada, em setembro de 2019, um homem foi pontapeado repetidamente e, deitado no chão, alvo de bastonadas no corpo e na cabeça. As agressões aconteceram antes e depois de ter sido algemado. Colocado na prisão de Setúbal, quis apresentar queixa contra os guardas, mas só passados três meses é que foi levado ao posto da Trafaria, onde percebeu que os militares que iam recolher o seu testemunho eram os mesmos que o tinham agredido. Desistiu.

Este foi um dos casos que levaram o Comité Europeu para a Prevenção da Tortura ou Tratamentos Desumanos e Degradantes (CPT) a concluir que há brutalidade policial em Portugal. "Os maus-tratos, sobretudo sobre cidadãos descendentes de africanos e estrangeiros, são frequentes. As autoridades portuguesas têm de reconhecer que os maus-tratos infligidos por polícias são um facto e não são resultado de haver apenas alguns agentes desonestos", lê-se num relatório ao qual o JN teve acesso e é hoje publicado.

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