Crime

Morte de emigrante português na Suíça foi ato terrorista

Morte de emigrante português na Suíça foi ato terrorista

A agressão a João Azevedo, jovem emigrante português assassinado na cidade suíça de Moges, no passado sábado, terá tido motivações terroristas, segundo apurou o JN junto das autoridades helvéticas.

O suspeito da morte do português, ocorrida no sábado às 21.30 horas, confessou ontem o crime à polícia suíça, afirmando que agiu para se "vingar do Estado suíço" mas também para "vingar o Profeta".

O agressor, de 26 anos, oriundo de uma família turco-suíça, estava zangado com a família e era alvo de vigilância ativa, desde 2017, por parte dos serviços de informações helvéticos, que o classificavam como 'radicalizado''.

Quando foi detido tinha na sua posse a arma do crime, uma faca com 20 cm de lâmina, e o Corão, o livro sagrado islâmico.

João Azevedo, natural de Vila Meã, Amarante, tinha 29 anos. Estudou em Coimbra, em Engenharia Civil, no ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra) e vivia na Suíça há cerca de dois anos.

Foi assassinado, no sábado, quando se preparava para jantar com um grupo de amigos no "Evrin Kebab", um restaurante de kebab, na Rue de La Gare, em Morge, no Cantão de Vaud.

O agressor passou por ele e, sem que tivesse havido sequer uma troca de palavras, deu-lhe duas facadas e fugiu. Foi detido, no domingo de manhã, na cidade de Renens, a cerca de 12 quilómetros do local do crime.

Para o Ministério Público suíço, "não pode ser excluída uma motivação terrorista" para o homicídio de João Azevedo.

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