Operação Malapata

Motorista de Boaventura ao JN: "Não sei de nada sobre os negócios"

Motorista de Boaventura ao JN: "Não sei de nada sobre os negócios"

Ramiro Viana, um dos três detidos da Operação Malapata, que levou César Boaventura a ser colocado em prisão domiciliária, disse ao JN, à saída do tribunal, que nunca foi sócio do empresário de futebol.

"Apenas fui motorista dele durante uns anos. Não sei de nada dos negócios em que está envolvido", disse ao JN Ramiro Viana, após ter saído em liberdade dos interrogatórios no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

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"Conduzia-o aos hotéis e nunca ouvi nenhuma conversa. Até fazia questão de não ouvir nada. Não tenho nada a ver com esta operação, nem com este caso. Apenas sei que ele era empresário de futebol e negociava jogadores", disse ainda o arguido.

Boaventura é suspeito de ter movimentado de forma fraudulenta pelo menos 70 milhões de euros, em parte provenientes de transferências de jogadores do Benfica e do Sporting, através de contas estrangeiras e nacionais. Isso apesar dos clubes nunca terem pago comissões a César Boaventura, mas sim a outros empresários que terão feito chegar o dinheiro ao agente, de forma dissimulada.

O outro detido, o empresário do ramo da metalurgia Marco Carvalho, também foi libertado após os interrogatórios. Tal como Ramiro Viana ficou com Termo de Identidade e Residência e proibição de contactos com os outros arguidos. Nesta altura são cerca de 20.

César Boaventura, ontem detido pela Polícia Judiciária (PJ), não declara um cêntimo de rendimentos em Portugal há cerca de dez anos, apesar de ostentar carros, imóveis e viagens de luxo nas redes socais e aparecer na intermediação de transferências de jogadores. É suspeito de fraude fiscal, burla qualificada, falsificação informática e branqueamento.

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