Tribunal

No Name Boy que matou adepto italiano na Luz condenado a quatro anos de prisão

No Name Boy que matou adepto italiano na Luz condenado a quatro anos de prisão

O Tribunal Central Criminal de Lisboa condenou, esta sexta-feira, a quatro anos de prisão efetiva, o elemento dos No Name Boys que, em 2017, atropelou mortalmente um adepto italiano, durante uma rixa, junto ao Estádio da Luz, em Lisboa, entre membros da claque do Benfica e da Juventude Leonina, afeta ao Sporting.

Luís Pina, à data dos factos com 35 anos, foi considerado culpado da prática de um crime de homicídio por negligência grosseira pela morte de Marco Ficini. A modalidade é mais ligeira do que aquela de que tinha sido acusado pelo Ministério Público. "O tribunal não conseguiu atingir a certeza absoluta de que os senhor quis mesmo atropelar o senhor Ficini", afirmou, na leitura do acórdão, o presidente do coletivo de juízes.

Os restantes 21 arguidos no processo - afetos ou à claque benfiquista ou à sua congénere sportinguista - foram todos absolvidos dos crimes de participação em rixa, dano com violência e omissão de auxílio. Os alegados confrontos não ficaram provados em julgamento.

O caso remonta à madrugada de 22 de abril de 2017, quando um grupo ligado à Juventude Leonina se deslocou ao Estádio da Luz para, sustentava a acusação, ripostar o suposto lançamento de um foguete luminoso junto ao Estádio de Alvalade, casa dos leões. Entre eles, estava Ficini, que tinha viajado de Itália para assistir ao dérbi agendado para esse dia.

Foi durante essa rixa entre elementos das duas claques, cujos contornos não foram dados como provados, que Pina atropelou o italiano, de 41 anos.

Carlos Melo Alves, advogado do principal arguido, já anunciou que vai recorrer da decisão. A lei permite que penas até cinco anos sejam suspensas na sua execução. O tribunal optou por não o fazer, dado o "grau elevado de ilicitude e de culpa" do ato e o "passado criminal" do arguido.

O juiz-presidente aconselhou ainda Pina a afastar-se do meio das claques de futebol, frisando que os 22 adeptos julgados "têm tido dificuldade do controlo de atos violentos".

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG