Denúncia

Rui Pinto diz ter provas de desvio de 600 milhões do BES

Rui Pinto diz ter provas de desvio de 600 milhões do BES

O hacker gaiense Rui Pinto voltou a recorrer, esta sexta-feira, ao Twitter para criticar a justiça portuguesa, desta vez sobre o caso do BES, depois de na quinta-feira ter dito que é "muito grave o que se passa no Ministério Público" relativamente ao caso de Tancos.

"Os lesados do BES manifestaram-se, recentemente, em Paris, e pediram uma vez mais que lhes devolvam as poupanças acumuladas numa vida de trabalho árduo. Os lesados sentem-se traídos por um estado, e uma justiça, incapazes de punir uma fraude colossal. Um crime que poderá passar impune", começa por apontar o hacker numa nova publicação na sua página do Twitter.

"Ao ver essa reportagem só conseguia pensar num inquérito relacionado com o BES, e que se encontra estagnado desde 2015, onde um arguido está a ser investigado por um desvio de 80 milhões de euros. Mas, infelizmente a realidade é ainda mais sombria, o desvio concreto ultrapassou os 600 milhões", revela Rui Pinto. O hacker acrescenta que conseguiu "compilar diversa documentação, incluindo extractos bancários, que demonstram, entre outros, a criação de empresas meramente instrumentais, depósitos fictícios, e transferências bancárias para offshores como as Ilhas Virgens Britânicas e as Seychelles".

"O Ministério Público preferiu ignorar todas essas provas esclarecedoras, e que poderiam ajudar a fazer justiça. Não há qualquer dúvida que o nosso país foi capturado por interesses criminosos a vários níveis", concluiu.

As críticas sobre o caso de Tancos

Na quinta-feira, Rui Pinto recorreu ao Twitter para falar sobre o caso de Tancos, considerando "muito grave o que se passa no Ministério Público", o mesmo "que se recusa a investigar as denúncias" do hacker.

"Não é normal, que, num estado de direito, superiores hierárquicos condicionem a fluidez de um inquérito e prejudiquem a investigação apenas para não incomodar certas personalidades", escreveu.

Rui Pinto, colaborador do Football Leaks, foi acusado pelo Ministério Público de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, sete deles agravados, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão.

Além dos acessos ilegais aos servidores do Sporting e da Doyen Sports, fundo de investimento alvo da tentativa de extorsão, a acusação agora deduzida também abrange crimes envolvendo outros organismos.

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