Sentença

Perseguidor da radialista Joana Cruz condenado a cinco anos de prisão

Perseguidor da radialista Joana Cruz condenado a cinco anos de prisão

Chegou ao fim, esta quinta-feira, o julgamento contra o homem que há cerca de cinco anos perseguia e assediava a locutora de rádio Joana Cruz e o seu namorado, o músico Alberto Índio. Tribunal ditou pena de cinco anos de prisão efetiva.

Segundo a juíza Joana Ferrer, do Juízo Criminal Local de Lisboa, ficou provado em tribunal que Jorge Lopes, um técnico comercial, desempregado, de 43 anos, praticou os vários crimes de que era acusado, nomeadamente, ameaça agravada, perseguição, injúria e difamação.

O julgamento durou oito meses e concluiu que a conduta do indivíduo foi-se exacerbando ao longo dos anos", gerando nas vítimas (além da radialista, o "stalker" visou o companheiro desta, Alberto Índio e a filha deste, ainda menor de idade) "um estado de perturbação e desassossego", o que invalidou a hipótese de suspender a pena.

Na sentença final, a juíza Joana Ferrer considerou ainda que o arguido desrespeitou as medidas de coação antes impostas, continuando a perseguição e agravando mesmo as ameaças.

Ficou ainda provado que Jorge Lopes, agora condenado a cinco anos de prisão efetiva, enviou fotografias, centenas de e-mails e mensagens por telemóvel com ameaças físicas e sexuais. Além de ter antecedentes criminais pela prática de ameaça agravada.

O caso de Joana remonta a 2014, quando começou a ser assediada e ameaçada pelo técnico comercial, do Seixal. "A obsessão era ela, mas o alvo era o namorado. O "stalker" dizia que o matava, esfolava, assim como à filha dele, a toda a família e amigos", contou fonte próxima ao JN".

O indivíduo tirava fotos do casal ao longe e às fachadas das casas para assustar Joana e Alberto. Em tribunal, o arguido assumiu uma psicose acicatada pela notícia do namoro do casal.

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Em Portugal, o "stalking" está tipificado como crime de perseguição desde 2015 com pena de prisão até três anos ou multa, ao qual, neste caso concreto, se somam mais dois pelo crime de ameaça agravada.

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