"Tutti Frutti"

PJ reformado pago por fora para investigar favores políticos

PJ reformado pago por fora para investigar favores políticos

O Ministério Público (MP) retirou da esfera da Polícia Judiciária (PJ) a perícia financeira da mediática operação "Tutti Frutti", que investiga uma alegada teia de crimes de corrupção, tráfico de influência, participação económica em negócio e eventual financiamento partidário ilícito envolvendo personalidades do PSD e do PS.

As análises às contas foram recentemente atribuídas a um perito independente que é o antigo diretor da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística (UPFC) da PJ, entretanto aposentado.

Durante dois anos, até se reformar, em janeiro do ano passado, o responsável nunca nomeou oficialmente um perito para o caso. Para afastar a UPFC da investigação, o que aconteceu há cerca de um mês, o MP alegou atrasos nas perícias.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a investigação do "Tutti Frutti" começou em 2017 e tem como principal suspeito um antigo conselheiro nacional do PSD, Carlos Eduardo Reis, dono de uma empresa da área da jardinagem, em Barcelos, indiciado, entre outras coisas, de ter obtido contratos duvidosos de autarcas, essencialmente sociais-democratas. Foi nesse ano que o processo deu formalmente entrada na UPFC, liderada por Egídio Cardoso. Não foi entregue a nenhum perito, apesar de terem sido solicitadas diversas análises bancárias poucos dias depois e uma nova leva meses mais tarde. O próprio diretor da UPFC produziu alguns relatórios intercalares para o processo.

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