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PSP é guarda-costas de 500 pessoas em risco de vida

PSP é guarda-costas de 500 pessoas em risco de vida

Figuras de Estado ou mediáticas, juízes, procuradores, testemunhas, arguidos, entre outros, foram diariamente escoltados no ano passado por 200 elementos do Corpo de Segurança Pessoal.

São altas figuras do Estado, mas também juízes, procuradores, advogados, testemunhas, arguidos, para além de figuras da banca, dos negócios ou do desporto. Todas exercem funções críticas e estão sujeitas a altos riscos ou foram vítimas de sérias ameaças que mereceram a atribuição de proteção por parte do Corpo de Segurança Pessoal (CSP) da PSP. No ano passado, cerca de meio milhar de pessoas (477) tiveram de ser protegidas para evitarem situações de coação, agressão ou mesmo a morte.

Duas centenas de operacionais, repartidos por Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira, dão literalmente o peito às balas para proteger as personalidades em perigo, identificadas com nomes de código. Se a sigla "POTUS", dada pelos serviços secretos norte americanos é sobejamente conhecida para indicar a figura do "President Of The United States", em Portugal os nomes atribuídos aos protegidos são todos classificados. Quando Marcelo Rebelo de Sousa se desloca, por exemplo ao Porto, nunca o seu nome ou cargo são referidos na troca de comunicações dos elementos do CSP. Nem tão pouco é referida a palavra Porto. "Todas as entidades, cidades ou nomes são mantidos em segredo por questões de segurança. Fazem parte de documentos classificados que não podemos revelar", explicou ao JN o Intendente Alexandre Vieira, que lidera há cerca de três anos o CSP.

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