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PSP trava motim de migrantes marroquinos no aeroporto do Porto

PSP trava motim de migrantes marroquinos no aeroporto do Porto

Grupo estava retido no Aeroporto Sá Carneiro, depois de ter sido intercetado no Algarve. Juiz prolongou retenção por mais 30 dias.

Onze migrantes de nacionalidade marroquina foram detidos esta quinta-feira, depois de terem protagonizado um motim que causou estragos avultados no Centro de Instalação Temporária (CIT) existente no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Os tumultos, que obrigaram à intervenção do Corpo de Intervenção da Unidade Especial de Polícia, aconteceram após o grupo ter sido notificado da decisão judicial que os obriga a permanecer mais 30 dias naquelas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Estes 11 migrantes integravam o grupo de 22 homens que, em 15 de junho último, foram intercetados pela Polícia Marítima quando se preparavam para desembarcar numa praia de Loulé. Enquanto nove elementos foram colocados no CIT de Faro, os restantes rumaram ao Porto, onde têm provocado vários problemas. Em 4 de julho, três deles conseguiram, inclusive, fugir das instalações do aeroporto, sendo, contudo, apanhados pela PSP quando circulavam na Via Regional Interior que dá acesso ao aeroporto.

Esta quinta-feira, o motim começou quando os migrantes foram notificados da decisão do Tribunal de Loulé de prolongar a sua retenção no CIT por mais 30 dias.

Insatisfeitos por não poderem abandonar as instalações do SEF, os migrantes destruíram cadeiras, mesas e até as paredes daquele local. Pelo meio, também agrediram um outro cidadão estrangeiro que se encontrava retido no mesmo local. A violência usada pelo grupo obrigou a que fosse acionado o Corpo de Intervenção da PSP, que manietou os revoltosos. Os migrantes foram, então, detidos pelos inspetores do SEF e serão levados a tribunal hoje, para ficar a conhecer as medidas de coação.

Pediram asilo

Os migrantes estavam há quase 60 dias no CIT do Aeroporto Francisco Sá Carneiro à espera da decisão sobre o pedido de asilo humanitário que apresentaram logo que foram intercetados pela Polícia Marítima, no Algarve. Enquanto não houver uma decisão, são obrigados a permanecer retidos até ao período máximo de 90 dias.

O seu desejo sempre foi, porém, abandonar as instalações do CIT do Porto o mais rapidamente possível.

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