Crimes no futebol

Rui Pinto diz que "motivações" da equipa de Joana Marques Vidal foram "desvirtuadas"

Rui Pinto diz que "motivações" da equipa de Joana Marques Vidal foram "desvirtuadas"

O hacker Rui Pinto voltou a recorrer, esta quarta-feira, ao Twitter para criticar a justiça portuguesa e, em particular, a equipa criada pela antiga Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, para investigar crimes no futebol, afirmando que as "motivações" desta foram "completamente desvirtuadas".

"Em 2018, a então Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, criou uma equipa constituída por três procuradoras, com o objetivo inicial de investigar factos passíveis de integrar crimes praticados no âmbito da actividade de competição desportiva de futebol. Hoje em dia, dessas três procuradoras, apenas Ana Catalão investiga na plenitude esse tipo de crimes. As outras duas, Patrícia Barão e Vera Camacho, encontram-se a investigar e perseguir quem faz as denúncias", começa por dizer Rui Pinto, numa nova mensagem partilhada na página do Twitter.

O hacker afirma ainda que "dos 12 inquéritos nas mãos dessa equipa", "a esmagadora maioria encontra-se completamente estagnada". "Os poucos que funcionam a todo o gás dizem respeito à perseguição e criminalização dos denunciantes por parte dessas duas procuradoras", acrescenta.

Rui Pinto refere também que as suas "denúncias e as revelações do Football Leaks não levaram à abertura de qualquer investigação em Portugal". "É notório que as motivações que levaram à constituição dessa equipa foram a dada altura completamente desvirtuadas", conclui.

JN deu noticia sobre equipa especial do MP

O JN noticiou há dias que a equipa especial de procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, criada para investigar crimes ligados ao futebol português, tem 12 inquéritos em curso.

A informação e os números de processos são revelados no despacho de acusação do pirata informático Rui Pinto, indiciado por ter espiado o próprio Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Sete casos nasceram em Lisboa, dois na comarca do Porto, um em Braga, outro em Santa Maria da Feira e há ainda um em Coimbra. O caso dos e-mails do Benfica não consta da lista enumerada, mas o JN sabe que o DCIAP já avocou a investigação.

A equipa especial do DCIAP, composta por duas procuradoras e uma procuradora-adjunta, foi criada em abril do ano passado para concentrar ou coordenar todas as investigações sobre crimes praticados nas competições desportivas de futebol.