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Técnicos de reinserção denunciam agressões de jovens em centro educativo durante greve

Técnicos de reinserção denunciam agressões de jovens em centro educativo durante greve

O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) denunciou a ocorrência de agressões no centro educativo de Santo António, no Porto, durante a greve que esta sexta-feira termina devido ao alegado incumprimento dos serviços mínimos.

"Temos situações complicadíssimas com os jovens espancados. Foi tudo aberto no centro educativo e sem trabalhadores, tem sido o caos total", afirmou à Lusa o presidente do sindicato, Miguel Gonçalves, que acrescentou: "Foram acordados os serviços mínimos - a segurança das instalações e dos jovens - e a DGRSP entendeu não cumprir e abrir todos os serviços. Não há condições de segurança, não havia ninguém para fazer vigilância".

O dirigente acusou ainda a direção-geral de ter recorrido a vigilantes externos de empresas de segurança para substituírem os trabalhadores em greve.

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A acusação já tinha sido feita na quarta-feira pelo SinDGRSP, que apontou então a violação do direito à greve.

"A DGRSP mandou uma ordem interna para que não se cumprissem os serviços mínimos. É só um trabalhador para as funções todas... Há elementos vigilantes das empresas de segurança a substituírem os trabalhadores e, fruto desse incumprimento, temos os jovens espancados devido a um conflito grave. Temos trabalhadores insultados e vamos participar isto às autoridades", sublinhou.

Miguel Gonçalves alertou ainda para problemas ao nível da vigilância eletrónica, a operar por estes dias em serviços mínimos.

"Temos informação de uma fuga nos Açores. O indivíduo foi apanhado em flagrante a assaltar uma loja depois de ter fugido à vigilância eletrónica", adiantou o dirigente.

Os técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) estão em greve desde quarta-feira em protesto contra a falta de revisão das carreiras, ausência de abertura de concursos de promoção e escassez de recursos humanos, estando a decorrer neste momento uma manifestação diante do Ministério da Justiça, em Lisboa.

Já no primeiro dia de paragem, o presidente do sindicato revelou que nos centros educativos tudo decorreu "como num dia normal, como se não houvesse greve", uma vez que, denunciou, houve orientações dos serviços centrais para que tal acontecesse.

"Marcámos greve, acordámos os serviços mínimos com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a DGRSP entende que não os vai cumprir", criticou, então, Miguel Gonçalves.

Questionada pela Lusa sobre esta matéria, a DGRSP assegurou que "a única ocorrência disciplinar" no centro educativo de Santo António teve lugar na tarde de quarta-feira, envolvendo dois jovens internados e afirmou que deu já origem aos respetivos processos disciplinares.

"Este problema disciplinar, insuscetível de poder ser associado à greve dos técnicos de reinserção social, foi imediatamente solucionado e dele não resultaram ferimentos em nenhum dos jovens intervenientes", indicou a DGRSP, reforçando: "A ordem, a disciplina e a segurança nos Centros Educativos não está, nem nunca esteve, em causa".

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