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Tem salário penhorado há meses por viagens na A3 que nunca fez

Tem salário penhorado há meses por viagens na A3 que nunca fez

Homem da Maia comprou carro a vendedor de Leça que usou os seus documentos para fazer contrato com Via Verde. Tribunal reconheceu a burla em 2021, mas a penhora continua ativa.

Um munícipe da Maia foi comprar um carro a um stand de Leça da Palmeira, onde o vendedor acedeu aos seus documentos pessoais, que fotocopiou e veio a usar para celebrar um contrato de Via Verde, à revelia do cliente. Por este facto, o vendedor vai começar a ser julgado, esta semana, por burla e falsificação de documentos, mas o cliente continua com o ordenado penhorado, por conta de uma dívida de 4100 euros em portagens e juros, de viagens de autoestrada que não fez. E isto apesar de o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto ter extinguido, há quase um ano, os processos sobre as dívidas de portagens, por ter concluído que o cliente foi vítima de burla.

"É um processo kafkiano! O meu cliente tem, há meses, o ordenado e o subsídio de férias penhorados, por causa do uso da Via Verde, apesar de estar demonstrado que foi outra pessoa quem utilizou a sua identidade para obter a Via Verde", comenta, ao JN, a advogada Carla Freitas. A mesma que vai representar o lesado no julgamento do vendedor de Leça da Palmeira, quinta-feira, no Tribunal da Maia, por crimes de burla e de falsificação de documento.

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