Já está em liberdade

Vara está livre e volta a negar crimes. "Mas Face Oculta acabou"

Vara está livre e volta a negar crimes. "Mas Face Oculta acabou"

Armando Vara foi libertado pelo Tribunal de Évora, mas não estava na cadeia. Estava em saída precária e regressou, esta segunda-feira, ao estabelecimento prisional para assinar os papéis da sua libertação. "Quero colocar uma pedra sobre este assunto".

À porta da cadeia, já livre, disse aos jornalistas estar satisfeito e "aliviado" com a decisão do Tribunal de Execução de Penas de Évora, que decidiu libertar o antigo gestor do BCP e ministro, que esteve envolvido no caso Face Oculta.

Armando Vara fez questão, porém, de acrescentar que a sua condenação e sentença teve uma componente de "política judiciária". "Deveria ter sido condenado a pena suspensa e não a prisão efetiva", salientou, voltando a dizer a sua condenação foi um "brutal erro judiciário". "Nunca cometi crime em funções públicas, nem nunca cometi nenhum crime dos referidos no processo Face Oculta", garantiu.

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O antigo ministro defendeu ainda que a sua prisão se deveu a "motivos relacionados com o espetáculo mediático à volta da Acusação. Era preciso convencer a opinião pública de que cometi crimes muito graves. Só crimes muito graves é que levariam a uma pena efetiva de cinco anos" e não a uma pena suspensa.

"O que ficou provado, no despacho de libertação, foi que não cometi nenhum crime em funções públicas", disse ainda, embora tenha afirmado perentoriamente que "quer colocar uma pedra sobre este assunto".

"Os tribunais decidiram, apresentei-me para cumprir pena e para mim o Face Oculta acabou", concluiu, voltando a negar que favoreceu Manuel Godinho. "Sempre neguei e o que está no processo são coisas inventadas e absurdas", assegurou, reiterando: "Cumpri pena por crimes que não cometi".

Para o tribunal, Armando Vara, que estava preso desde janeiro de 2019 a cumprir pena de cinco anos por tráfico de influência, podia ser libertado por já ter cumprido mais de metade da pena, ao abrigo do regime especial criado para lidar com a pandemia de covid-19.

Armando Vara foi também condenado, no Tribunal Criminal de Lisboa, a dois anos de prisão efetiva pelo crime de branqueamento de capitais, em processo separado da Operação Marquês. Esse processo ainda está em recurso e Vara acredita que "vai ser ilibado na Relação".

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