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Veleiro atacado por sete orcas ao largo da Figueira da Foz

Veleiro atacado por sete orcas ao largo da Figueira da Foz

Um veleiro foi atacado, esta quinta-feira, por um grupo de orcas ao largo da Figueira da Foz. Não houve feridos e a embarcação conseguiu chegar ao Porto da Nazaré sem necessitar de auxílio.

Através de uma publicação num grupo de avistamento e interação com orcas no Facebook, o velejador da embarcação com onze metros alvo do ataque dos animais descreveu que tudo aconteceu de forma repentina.

"O grupo aproximou-se com bastante velocidade, o motor foi desligado e demoraram cerca de 20 segundos a rondar o veleiro até que ouvi um grande barulho e a embarcação começou a rodar sobre si própria", é descrito. O grupo de animais era composto por cinco ou sete orcas, uma das quais bebé.

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Foi colocada a marcha à ré, manobra recomendada pelas autoridades e conhecida como Marc Herminio - com que no ano passado conseguiram repelir os animais, mas sem sucesso. "O grupo continuou a perseguição e ouvi novo barulho". As orcas acabaram por desistir de atacar o leme depois de o velejador ter adotado outras medidas, não descritas na publicação. O JN entrou em contacto com este, mas não obteve resposta até à publicação.

"O grupo de orcas dispersou e permaneceu a cerca de 100 metros até desaparecer". O velejador descreve que manteve a embarcação em marcha à ré durante cerca de 30 minutos quando viu atuns na zona. Depois voltou então a içar as velas e navegou até ao Porto da Nazaré, sem necessidade de qualquer tipo de auxílio.

O barco não teve danos de maior no leme, após inspeção feita no Porto da Nazaré. As últimas interações conhecidas deram-se ao largo de Sines, em meados de agosto, quando dois veleiros foram atacados no espaço de 24 horas. Um deles teve que ser rebocado para o Porto de Sines.

Entre março e agosto, as orcas rumam a sul, desde a Galiza ao Estreito de Gibraltar, seguindo a migração do atum e entre setembro e outubro regressam a norte, passando a Galiza rumo a norte.

Até 2019, não havia registo de interações com estes animais que desde sempre passaram ao largo da costa, mas a partir de 2020 começaram as interações, muitas perigosas. Nesse ano, as autoridades registaram 17 ocorrências, oito das quais com danos nas embarcações, nomeadamente o leme.

Em 2021, foram registadas 61 ocorrências, 26 das quais com danos. Este ano, até meados de agosto, houve 18 interações, das quais sete embarcações com danos, uma naufragou em Sines, no início de agosto.

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