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Mais de 1300 bombeiros e dois meios aéreos controlam fogo em Monchique

Mais de 1300 bombeiros e dois meios aéreos controlam fogo em Monchique

Mais de 1300 bombeiros e dois meios aéreos combatiam ao início da manhã desta sexta-feira o incêndio que lavra há uma semana em Monchique, no Algarve.

Segundo dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), no combate às chamas em Monchique estavam envolvidos 1356 operacionais, apoiados por 438 viaturas e dois meios aéreos.

Quinta-feira à noite o incêndio estava "globalmente estabilizado", conforme declarou a responsável da ANPC no local, a segundo comandante Patrícia Gaspar. Esta manhã, com o vento mais calmo e as temperaturas mais baixas, o fogo, que lavra há uma semana, está globalmente controlado.

Este incêndio, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS), já destruiu cerca de 27.000 hectares, tornando-o no maior este ano em Portugal.

O maior incêndio, em termos de área ardida, que este ano se tinha verificado em Portugal era o que deflagrou em fevereiro na Guarda, onde arderam 86 hectares.

Segundo os dados do EFFIS, as chamas em Monchique já destruíram 26.957 hectares, mais de metade dos 41 mil que arderam na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

Segundo informações divulgadas na quinta-feira pela Proteção Civil, o perímetro do incêndio de Monchique ultrapassou os 100 quilómetros.

As chamas desde incêndio, que deflagrou na localidade de Perna Negra, já provocaram 39 feridos, um deles em estado grave, obrigaram a evacuar diversos aglomerados populacionais e uma unidade hoteleira.

Segundo a proteção civil, na noite de quinta-feira o incêndio estava "globalmente estabilizado".

No ano passado, as chamas destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto aos maiores incêndios em termos de área ardida ocorridos no ano passado, no topo da lista aparece o que teve origem no dia 15 de outubro, em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que destruiu 43.191 hectares.

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