Coronavírus

Morte de idosa com Covid-19 encerra três cafés em Pombal

Morte de idosa com Covid-19 encerra três cafés em Pombal

A terceira vítima mortal por Covid-19 contagiou o filho, internado no Hospital Distrital da Figueira da Foz. Militar reformado identificou ainda as pessoas com quem se relacionou nos últimos tempos, que se encontram de quarentena.

A morte da idosa de 94 anos, à qual foi diagnosticado Covid-19 após ter falecido, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, na terça-feira, levou o delegado de Saúde de Pombal, José Ruivo, a encerrar três cafés da freguesia do Carriço, frequentados pelo filho da vítima, que também se encontra infetado. Há "30 a 40 pessoas" de quarentena.

José Ruivo explicou ao JN que a terceira vítima mortal do coronavírus em Portugal tinha insuficiência renal crónica, o que a obrigava a fazer hemodiálise, e tinha estado internada antes, devido a uma pneumonia. "Estes problemas, associados à idade, contribuíram para o desfecho", afirma. "A situação evoluiu rapidamente."

Internado no Hospital Distrital da Figueira da Foz, o filho da vítima encontra-se "calmo" e o seu estado de saúde é "estacionário", revelou ainda o delegado de Saúde de Pombal. A vida social intensa do militar reformado, de 63 anos, que "gostava de jogar à sueca", levou José Ruivo a encerrar as portas de uma pastelaria, de um café e de um espaço comercial, com um café e com um minimercado. "As pessoas reagiram de uma forma cordata", assegura.

Segundo José Ruivo, os locais frequentados pelo antigo militar foram identificados pelo próprio, tal como as pessoas com quem esteve nos últimos tempos. Familiares e amigos foram, assim, colocados em isolamento, estão a monitorizar a temperatura corporal todos os dias, e a ser acompanhados pela equipa do delegado de Saúde.

Apesar de "não manifestarem sintomas", José Ruivo garantiu que "estão em casa, separados das outras pessoas da família". Além disso, foi-lhes recomendado que fizessem uso exclusivo de uma das casas de banho, mudassem de vestuário com regularidade, e que a roupa fosse lavada a temperaturas mais elevadas. "As pessoas estão sensibilizadas para o problema [coronavírus]."

Infetada isolada na Praia da Vieira

Entretanto, há mais uma pessoa infetada com coronavírus, no distrito de Leiria. A delegada de Saúde da Marinha Grande, Clarisse Bento, confirmou ao JN que a doente se encontra em "isolamento profilático", na Praia da Vieira, desde segunda-feira, dia em que regressou de França. "É uma situação ligeira. Tenho a expectativa de que o seu estado de saúde não se irá agravar. Se inspirasse mais cuidados, não teria tido alta do hospital", afirmou.

Emigrante em França, a mulher em causa está de quarentena com o marido e com dois filhos menores, de 10 e 11 anos. "Estão todos bem de saúde e ninguém apresenta sinais da doença", assegurou Clarisse Bento. "Durante 14 dias, fazemos uma vigilância ativa, para percebermos se há algum agravamento dos sintomas", explicou. Depois, será submetida a novo teste, para confirmar o diagnóstico. "Estão todos calmos e tranquilos", sublinhou.

A família de emigrantes em França viajou até Lisboa de avião, na segunda-feira, e alugou um carro, que foi deixado em Leiria. Nesse mesmo dia, a vítima deslocou-se ao Centro Hospitalar de Leiria, em viatura própria, onde lhe foi diagnosticado Covid-19. A delegada de Saúde garantiu ainda que, assim que teve conhecimento que a mulher tinha contraído o coronavírus, a empresa de rent-a-car foi informada, e o veículo não voltou a ser utilizado.

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