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"Agora, toda a gente quer uma camisola poveira"

"Agora, toda a gente quer uma camisola poveira"

Polémica com estilista americana faz disparar encomendas de peças tradicionais que estavam em desuso. Chegam pedidos de vários países. Avança centro de formação.

Tem mais de 150 anos, mas há muito que ninguém a usava. A polémica com Tory Burch trouxe ao de cima o orgulho poveiro. As redes sociais inundaram-se de fotografias, a página da estilista norte-americana foi "bombardeada" com críticas, várias marcas aproveitaram o "embalo" e reagiram com humor, abriu-se a discussão sobre a proteção do que é nosso, a Póvoa de Varzim foi notícia em todo o Mundo. Agora, acelera a certificação, o centro de formação, o livro e a "marca" e as encomendas dispararam: mais de 300 pedidos em 15 dias, incluindo da Suécia, Noruega, Canadá e EUA.

"Agora, toda a gente quer uma camisola poveira", admite, sorrindo, Carmen Flores, lembrando o dia em que viu a camisola poveira à venda por 695 euros, num "site estrangeiro", apresentada como criação original de Tory Burch. Professora reformada, poveira orgulhosa das suas tradições e "barrista" assumida, Carmen começou há 20 anos a recolher desenhos: mais de cem barras, 30 ou 40 barcos, brasões, apetrechos de pesca, animais. O livro sobre a camisola poveira - tricotada em lã da serra da Estrela e bordada a ponto de cruz - andava, desde então, a "marinar". Agora, ganhou novo fôlego.

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