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Um mês após o início do surto de legionela ainda não há respostas

Um mês após o início do surto de legionela ainda não há respostas

Nem um esclarecimento, nenhuma resposta, nenhum conselho às populações, nem uma palavra às famílias. Domingo faz um mês que Joaquim Ferreira foi internado. Morreu sete dias depois.

Na quinta-feira faleceu mais um atingido. Foi a primeira de 87 vítimas do surto de legionela que atingiu os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim. À filha, Raquel, o que sobra em perguntas, falta em respostas: Porquê ele? Onde foi contaminado? Porque falharam as inspeções às "malditas torres"? Saúde, Ambiente e Longa Vida continuam em silêncio. A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) não presta qualquer esclarecimento.

No dia 20, a Longa Vida anunciava que a análise às suas torres deu positivo para a Legionella pneumophila, mas garantia que não era, ainda, possível estabelecer "uma correlação entre a presença desta bactéria nas torres de refrigeração e a origem do surto". Uma semana depois, não esclarece se as torres continuam desligadas, se procedeu à desinfeção e se o foco de contaminação foi sanado. Quem mora perto mostra-se receoso.

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