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Já foram acolhidos os 190 animais que sobreviveram às chamas em Santo Tirso

Já foram acolhidos os 190 animais que sobreviveram às chamas em Santo Tirso

Os 190 animais recolhidos com vida em dois canis atingidos por um incêndio na freguesia de Agrela, em Santo Tirso, foram acolhidos em canis municipais, associações e por particulares.

A Câmara de Santo Tirso informou, em comunicado, que, no domingo, implementou um plano para o realojamento dos 190 animais vivos que se encontravam nos dois abrigos tomados por um incêndio florestal na Serra da Agrela, o "Cantinho das Quatro Patas" e o "Abrigo de Paredes". Segundo a autarquia, 113 animais foram realojados em canis municipais e associações e os restantes 77 foram acolhidos por particulares.

"A Câmara Municipal de Santo Tirso irá disponibilizar a todas as associações e aos particulares que acolheram os animais daqueles abrigos a vacinação e esterilização dos animais", adianta a nota, acrescentando que, durante esta segunda-feira, "será feita uma vigilância em toda a área envolvente dos dois abrigos de animais, no sentido de encontrar outros animais que não tenham sido realojados".

"Relativamente aos animais que morreram em virtude do incêndio que deflagrou no sábado, a Câmara Municipal de Santo Tirso também já recolheu os corpos que foram transferidos para o PET Nordeste", acrescenta.

A Autarquia informou, antes, que morreram 54 animais (52 cães e dois gatos) e que apenas pôde executar o plano de retirada durante esse dia "porque não estavam, de acordo com as autoridades de proteção civil, reunidas as condições de segurança para o realojamento dos animais durante a madrugada". A GNR esclareceu que a morte de animais no incêndio em Santo Tirso não se deveu ao facto de ter impedido o acesso ao local de populares, mas à dimensão do fogo e à quantidade de animais.

O PAN informou que apresentou queixa ao Ministério Público por "crime contra animais de companhia" e pedirá esclarecimentos ao ministro da Administração Interna sobre a morte de dezenas de animais na sequência do incêndio. O Bloco de Esquerda anunciou, por seu turno, que quer explicações dos ministros da Administração Interna e da Agricultura no Parlamento, bem como da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). E a associação Animal solicitou ao Governo e ao Parlamento que sejam apuradas responsabilidades.

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