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Ponte de Lima chama PJ e Exército para afastar "mão criminosa" em incêndios

Ponte de Lima chama PJ e Exército para afastar "mão criminosa" em incêndios

A Câmara de Ponte de Lima apelou, este sábado à tarde, ao ministro da Administração Interna (MAI) para enviar um contingente do Exército para auxiliar na vigilância e combate à vaga de incêndios que tem atingido o concelho. A Autarquia acredita que os fogos sejam "de origem criminosa".

A Polícia Judiciária está no terreno e a Câmara anunciou, entretanto, que está a adquirir novo equipamento de vigilância para colocar no terreno.

Segundo o Vereador da Proteção Civil, Vasco Ferraz, "nos últimos 15 dias registaram-se 38 ignições", das quais uma de grandes dimensões que, desde este sábado de manhã, está a afetar as freguesias de Fojo Lobal, Facha, Cabaços e Vitorino de Piães. O fogo, que lavra junto a "uma extensa área urbana, com uma linha muito grande de habitação", mobilizou meios aéreos durante o dia e continua a ser combatido neste início de noite com meios terrestres.

Um segundo incêndio deflagrou "cerca das 16 horas, em três pontos diferentes ao mesmo tempo, nas freguesias de Serdedelo e Fornelos", de acordo com Vasco Ferraz. "Isto leva-nos a pensar que é mão criminosa. Estamos a tentar colaborar com a Polícia Judiciária, a Câmara está a fazer a aquisição de material de vigilância para ser colocado em locais estratégicos e agora estamos a pedir a ajuda das forças militares do Exército, a ver se conseguimos anular as intenções dos criminosos", declarou o Vereador da Proteção Civil, referindo que "o Presidente da Câmara está a pedir diretamente ao Ministro da Administração Interna, que logo que possível envie o Exército".

O combate aos incêndios também se tem revelado complicado por falta de meios. "O problema é que temos os meios no primeiro incêndio e não os podemos deslocar para o segundo, que também está bastante grande. Este que surgiu agora já arde há três dias, temos vindo a apagar, mas depois volta a reacender", afirmou.

O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima já tinha dito durante a tarde que "os meios no local, cerca de 60 bombeiros, são insuficientes para a dimensão do (primeiro) incêndio".

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