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O estado de São Paulo, no Brasil, permite, a partir de terça-feira, o enterro de animais de estimação em sepulturas familiares, segundo uma lei sancionada pelo governo local que "reconhece o vínculo afetivo entre tutores e animais de estimação", incluindo após a morte.
Sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas, a nova lei paulista conhecida como "Lei Bob Coveiro" é inspirada no caso de um cão que viveu durante dez anos num cemitério em Taboão da Serra, cidade com 285 mil habitantes a 19 quilómetros de São Paulo, desde que a dona foi enterrada no local em 2011. Após o funeral, o cão recusou-se a sair do cemitério. Os familiares tentaram várias vezes levar o cão embora, mas ele voltava sempre e acabou por ser adotado pelos funcionários do cemitério, que lhe providenciaram uma casota e o alimentavam, davam banho e vacinavam regularmente.
Bob ganhou fama nacional por acompanhar outros cortejos fúnebres, supostamente com uma pequena bola na boca, a tentar brincar com os visitantes..
Em 2021, o cão morreu atropelado por uma mota ao sair do cemitério. Como não havia previsão legal na época, a Câmara Municipal de Taboão da Serra abriu uma exceção e permitiu que o animal fosse enterrado junta da sua antiga dona.
A prática agora estende-se a todo o estado, onde os animais de estimação poderão ser sepultados em jazigos e mausoléus familiares.
O Brasil tem cerca de 160 milhões de animais de estimação, na sua maioria cães, segundo dados do Instituto Pet Brasil, que reúne empresas do setor. Trata-se da terceira maior população do Mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. Cães e gatos superam amplamente a população de menores de 14 anos no Brasil, estimada em cerca de 40 milhões e em ampla queda, segundo dados oficiais.
