
Familiares de presos políticos fazem vigília em frente à prisão Rodeo I em Zamora, no estado venezuelano de Miranda.
Foto: Boris Vergara / EPA
A Venezuela anunciou na segunda-feira a libertação de 116 presos políticos desde que o Governo informou, na semana passada, que iria começar a libertar os detidos sob o regime do presidente Nicolás Maduro, detido pelas forças norte-americanas numa operação militar em Caracas.
"Estas medidas beneficiaram indivíduos privados de liberdade por atos relacionados com a perturbação da ordem constitucional e a ameaça à estabilidade da nação", afirmou o Ministério do Serviço Penitenciário, em comunicado.
O comunicado referiu que o número de libertados é de 116, embora os grupos de oposição e de defesa dos Direitos Humanos tenham divulgado números mais baixos.
A organização não-governamental Foro Penal informou que durante a madrugada desta segunda-feira houve 24 libertações, entre elas a de dois italianos. A oposição comunicou a libertação de uma liderança da juventude.
"Recebo com alegria e satisfação a libertação dos compatriotas Alberto Trentini e Mario Burlò, que estão seguros na Embaixada da Itália em Caracas. Falei com eles e um avião já partiu de Roma para trazê-los de volta para casa", celebrou no X a primeira-ministra, Giorgia Meloni, ao agradecer ao Governo da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Um polícia preso em dezembro sob a acusação de traição à pátria morreu no sábado sob custódia.
Grupos de Direitos Humanos estimam que há entre 800 e 1.200 presos por razões políticas na Venezuela. As libertações foram anunciadas na quinta-feira passada sob pressão do presidente Donald Trump, que afirma estar "no comando" do país após depor Maduro.
