
Familiares de presos políticos participam numa vigília em frente à prisão Rodeo I, em Zamora, na Venezuela.
Foto: Miguel Gutierrez / EPA
A Venezuela libertou mais três presos de nacionalidade espanhola, elevando para oito o número de espanhóis que saíram das cadeias do país desde quinta-feira passada, disse esta terça-feira o Governo de Madrid. Já são 56 o número de libertados por Caracas, segundo uma ONG, apesar de o Governo venezuelano indicar que o número é de 116 e os opositores falarem em 73.
As "três novas libertações" ocorreram na segunda-feira, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Jose Manuel Albares, em declarações à rádio Catalunya Ràdio. Na semana passada, a Venezuela libertou outras cinco pessoas de nacionalidade espanhola, que já regressaram ao país, confirmou o governante.
A libertação destes presos é um "passo muito positivo", considerou Albares, que apelou ao Governo venezuelano para "continuar a avançar nesta linha". O ministro elogiou o trabalho do ex-primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero, que tem estado a mediar nesta situação, "a pedido da Oposição venezuelana".
Organizações não governamentais (ONG) e a Oposição da Venezuela confirmaram na segunda-feira que pelo menos 56 presos políticos foram libertados desde quinta-feira, enquanto o Governo afirma que 116 saíram em liberdade, mas sem revelar os nomes. A ONG venezuelana Foro Penal, que até domingo contabilizava mais de 800 presos políticos nas cadeias do país, confirmou a libertação de 56 pessoas até às 21.15 horas de segunda-feira (01.15 de terça-feira em Lisboa).
Segundo o balanço mais recente da Foro Penal, o número de presos políticos incluía 86 pessoas com nacionalidade estrangeira ou com dupla nacionalidade, entre os quais cinco lusovenezuelanos. O principal bloco de oposição da Venezuela contabilizou, por seu turno, 73 libertações até à mesma hora.
Na quinta-feira, o presidente do Parlamento da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de um "número significativo" de pessoas. O anúncio das libertações ocorreu após pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou ter influência direta sobre o processo político em Caracas depois da captura, pelos EUA, no dia 3 de janeiro, do ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro.
