China defende que Reino Unido tinha obrigação de aprovar construção de nova embaixada

Foto: Toby Shepheard/AFP
A China defendeu, esta quarta-feira, que o Reino Unido tinha a obrigação de aprovar a construção da controversa nova embaixada chinesa em Londres, como acabou por fazer esta semana.
Pequim aguardava este sinal verde há vários anos e a relutância das autoridades britânicas em autorizar o projeto pesava nas relações bilaterais.
"De acordo com o direito internacional, o país anfitrião tem a obrigação de apoiar e facilitar a construção de missões diplomáticas" no seu território, afirmou hoje, em conferência de imprensa, Guo Jiakun, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
O projeto "é de alta qualidade. O pedido e a sua aprovação decorreram em total conformidade com os usos diplomáticos internacionais, bem como com as leis e procedimentos locais", sublinhou.
A China tenta há vários anos transferir a sua embaixada, atualmente situada no bairro de Marylebone, para um local próximo da Torre de Londres e da cidade financeira (City), que adquiriu em 2018 por 316 milhões de euros.
Opositores à nova embaixada manifestaram preocupação com os riscos de espionagem associados à estrutura.
Mas apesar das objeções de moradores, ativistas de Direitos Humanos, deputados e outras vozes críticas de Pequim, a aprovação era esperada, num contexto de uma possível visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China, no final de janeiro.
Keir Starmer tem procurado relançar as relações com a China desde que chegou ao poder em julho de 2024, embora afirme que o país asiático representa uma "ameaça" para a segurança do Reino Unido.
Uma vez construída, a nova estrutura será a maior embaixada no Reino Unido em área e a maior embaixada chinesa na Europa Ocidental.
