
Xi Jinping, presidente da China
Foto: Adek Berry / AFP
A China está a expandir o uso da inteligência artificial (IA) para reforçar o controlo social e o sistema de justiça criminal, desenvolvendo ferramentas que aprofundam a monitorização da população e, em particular, das minorias étnicas. Um novo relatório do Instituto Australiano de Política Estratégica (ASPI) indica que estas tecnologias estão a acelerar práticas de censura já existentes, permitindo ao Partido Comunista Chinês (PCC) tornar o controlo da informação mais rápido, eficiente e intrusivo.
"A China está a aproveitar a IA para tornar os seus sistemas de controlo existentes muito mais eficientes e intrusivos, a IA permite ao PCC monitorizar mais pessoas, mais de perto e com menos esforço", explicou Nathan Attrill, analista sénior da ASPI e um dos coautores do relatório, citado pelo "The Washington Post". "A IA não cria formas totalmente novas de censura; aprofunda e acelera o modelo existente de controlo de informação do PCC."
