
Iranianos choram a morte do líder supremo
Foto: Atta Kenare/AFP
O jornal norte-americano "The New York Times" (NYT) noticiou este domingo que foi a CIA que obteve a informação de que Ali Khamenei deveria participar numa reunião de alto nível no sábado de manhã em Teerão.
Citando fontes próximas da operação, o jornal disse que a agência de informações norte-americana acompanhava o rasto do líder supremo iraniano há vários meses e tinha adquirido confiança quanto aos locais de residência e hábitos.
"Depois, a agência soube que uma reunião de altos responsáveis deveria ter lugar na manhã de sábado, num complexo imobiliário pertencente às autoridades iranianas no coração de Teerão", noticiou o NYT. "Mais importante ainda, a CIA soube que o líder supremo estaria no local", referiu o jornal, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Os norte-americanos partilharam a informação com Israel e, segundo fontes informadas sobre o processo de decisão ouvidas pelo jornal, os Estados Unidos e Israel decidiram ajustar a cronologia do ataque, o que permitiu eliminar o líder iraniano.
O plano inicial previa um ataque noturno, mas foi alterado para as 9.40 locais (6.10 horas em Portugal continental) por causa da reunião em que participaria Ali Khamenei.
Foram usados mísseis de longo alcance ar-terra, cujo nome o diário não revelou.
O Pentágono batizou a operação como "Fúria Épica" e Israel deu-lhe o nome "Rugido de Leão".
Além do líder supremo, Teerão confirmou que nos ataques morreram o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, major-general Abdorrahim Musaví, o ministro da Defesa, brigadeiro-general Aziz Nasirzadeh, e o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamjani.
O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, general Mohamad Pakpur, também foi morto nos ataques de sábado e Teerão anunciou a sua substituição pelo brigadeiro-general Ahmad Vahidi, segundo a agência iraniana Mehr.
