Portugueses no Dubai apanhados no fogo cruzado: "Isto está assustador. Não paramos de ouvir mísseis"

Portuguesa a viver e trabalhar no Dubai protegeu-se dentro de casa, colocando a cama ao alto, paralela com a janela
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Portugueses a fazer vida ou turismo na cidade mais visitada dos Emirados Árabes Unidos relatam a aflição que o conflito no Médio Oriente lhes trouxe este fim de semana. Com o espaço aéreo encerrado e os voos de e para o Dubai temporariamente suspensos, a solução é aguardar que cessem os disparos de mísseis e drones iranianos, todos abatidos pela defesa, mas cujos destroços têm causado estragos e vítimas. Cidadãos dividem-se entre sentimentos de insegurança e proteção.
Catarina Pires, do Porto, chegou ao Dubai na sexta-feira à noite, para o que seriam umas férias descansadas com a família, que acabaram, horas depois, por tornar-se numa angústia a que quer pôr fim o quanto antes. O grupo está em Palm Jumeirah, bairro turístico de luxo numa ilha artificial em forma de palmeira, onde, no sábado, um hotel foi atingido por mísseis iranianos, provocando pelo menos quatro feridos.

