
Dubravka Šuica, comissária europeia para o Mediterrâneo
Foto: EPA
A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, vai participar na quinta-feira em Washington, nos EUA, na primeira reunião do Conselho da Paz do presidente norte-americano, Donald Trump, no âmbito do cessar-fogo em Gaza.
"Amanhã [quinta-feira], a comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, participará, em nome da Comissão Europeia, nas conversações sobre o plano de paz para Gaza, no âmbito de uma reunião do Conselho de Paz. A sua participação está em consonância com o compromisso da UE para a implementação do cessar-fogo em Gaza, bem como com os esforços internacionais para a sua recuperação e reconstrução", indica, esta quarta-feira, a instituição em comunicado.
De acordo com o executivo comunitário, Dubravka Šuica participará nas conversações "para facilitar a coordenação e a complementaridade das ações [europeias] com os esforços internacionais para a recuperação e reconstrução pós-guerra de Gaza", tendo ainda várias reuniões bilaterais marcadas "com atores-chave".
Apesar da participação de Dubravka Šuica, a Comissão Europeia não se torna membro do Conselho da Paz, mas compromete-se antes com a aplicação do cessar-fogo em Gaza.
Na nota, a Comissão Europeia assinala que a UE "é uma forte defensora de uma solução de dois Estados, com um Israel seguro e um Estado palestiniano viável".
A UE é o maior fornecedor de ajuda externa aos palestinianos, com um programa plurianual de 1,6 mil milhões de euros para a recuperação e resiliência da Palestina para 2025-2027 e mais de 550 milhões de euros em ajuda humanitária desde outubro de 2023.
O Conselho da Paz foi concebido no âmbito do cessar-fogo proposto pelos EUApara o conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, que está em vigor desde 10 de outubro, e é liderado por Donald Trump.
No mês passado, Donald Trump assinou a criação do órgão, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.
Pelo menos 35 chefes de governo e de Estado, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito, aceitaram aderir, enquanto outras nações, como França, Espanha e Suécia, recusaram.
Na UE, apenas a Hungria e a Bulgária aceitaram participar.
A maioria dos membros fundadores anunciados é aliada de Trump e já tinha manifestado apoio, enquanto as grandes potências e quase todos os países europeus se mostraram relutantes em aderir, considerando que o Conselho enfraquece a Organização das Nações Unidas.
Os estatutos concedem amplos poderes ao líder da Casa Branca na qualidade de presidente do órgão, como o direito de veto e de definição da agenda, e preveem mandatos permanentes para os maiores contribuintes financeiros.
