
Hamas já libertou os reféns vivos e 27 cadáveres
Foto: AFP
Hamas devolveu a Israel, na quarta-feira, os restos mortais do penúltimo refém, um agricultor tailandês.
No âmbito do Plano de Paz para o Médio Oriente, celebrado sob a égide dos Estados Unidos, em outubro deste ano, que incluía a libertação, pelo Hamas, de todos os reféns vivos e os restos mortais de outros 28, o movimento islamita devolveu ontem a Israel o penúltimo corpo. Trata-se do cadáver de um nacional tailandês, Sudthisak Rinthalak, de 43 anos, que se encontrava em Israel para trabalhar.
Libertados os reféns vivos e 27 cadáveres, falta devolver um único corpo, de Ran Gvili, um cidadão luso-israelita, nascido em 1999. Era sargento da Polícia de Israel e, em 7 de outubro de 2023, estava em recuperação de um acidente de mota que havia sofrido, e prestes a ser operado novamente. Alertado pelas notícias sobre uma incursão a partir de Gaza, Gvili tomou o caminho do Festival Nova, resgatou dezenas de pessoas que fugiam, mas acabou morto numa troca de tiros com militantes do Hamas e o seu corpo foi levado para território palestiniano, onde ainda permanece.
Ouvido pelo JN, o presidente da Comunidade Judaica do Porto, Gabriel Senderowicz, diz que Ran Gvili "não foi o primeiro membro da sua família sefardita a apelar a Portugal e a Espanha, pois os seus bisavós maternos, Eduardo Nada e Esther Nada, estavam inscritos na condição de 'espanhóis protegidos' no Consulado de Espanha no Egipto na década de 1930."
