
André Luís Alves / Global Imagens
Dia marcado pelo intensificar dos combates nos arredores da capital ucraniana e pelas ameaças russas aos comboios de transporte de armamento ocidental que chegam à Ucrânia. "Vamos continuar a fornecer armas", já reagiu a UE.
- O 17.º dia de invasão começou com as autoridades ucranianas a acusarem a Rússia de ter bombardeado um hospital oncológico e vários edifícios residenciais na cidade de Mykolaiv, no sul do país.
- O chefe da agência espacial russa Roscosmos avisou que as sanções ocidentais contra a Rússia podem levar à queda da Estação Espacial Internacional (EEI). Dmitri Rogozine frisou que o funcionamento das naves russas que abastecem a EEI vai sofrer com as sanções, afetando por isso o segmento russo da estação, responsável pela correção da órbita da estrutura. Isso poderá levar "à aterragem da EEI, que pesa 500 toneladas".
- A situação em Mariupol, há dias sob ataque das forças de Vladimir Putin, continua a degradar-se. Com as tentativas de retirada de civis a fracassarem repetidamente, os sobreviventes tentam escapar aos ataques numa cidade gelada, sem água ou aquecimento e quase sem comida. Há relatos de um bombardeamento russo a uma mesquita, que abriga 80 civis, nessa cidade portuária.
- A Rússia avisou, este sábado, que as suas tropas poderão atacar fornecimentos de armas ocidentais à Ucrânia. "Avisámos os Estados Unidos de que o fornecimento orquestrado de armas de vários países não é apenas um movimento perigoso, é um movimento que transforma estes comboios em alvos legítimos", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Ryabkov.
- O alto representante para os Negócios Estrangeiros da União Europeia, Josep Borrell, assegurou que a União Europeia vai continuar a ajudar a Ucrânia com material militar. "Vamos continuar a fornecer armas à Ucrânia, tantas quantas pudermos. E vamos continuar a sancionar a Rússia", garantiu.
- O exército russo destruiu o aeródromo militar ucraniano de Lutsk, perto da fronteira com a Polónia.
- Pelo menos 79 crianças morreram e quase 100 ficaram feridas desde início de invasão pela Rússia, anunciou um departamento do Ministério Público ucraniano.
- Com os combates a intensificarem-se nos arredores de Kiev, a capital ucraniana está a armazenar medicamentos e bens de primeira necessidade, antevendo uma possível invasão, revelou o autarca local, Vitaliy Klitschko.
- O presidente russo, Vladimir Putin, acusou as forças ucranianas de "violações flagrantes" do direito humanitário, pedindo ao presidente francês, Emmanuel Macron, e ao chanceler alemão, Olaf Scholz, para pressionarem Kiev a pôr fim a essa situação.
- No final da conversa com o líder russo, fonte do gabinete do chefe de Estado francês revelou que "Putin não está pronto para acabar a guerra".
- O governador da região de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, afirmou que a cidade de Volnovakha está completamente destruída. "Já não existe", referiu.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, congratulou-se com uma nova abordagem "fundamentalmente diferente" de Moscovo nas conversações com Kiev, sublinhando que a Rússia deixou de "fazer só ultimatos".

