
José Luis Abalos, ex-ministro dos Transportes
Foto: AFP
O Supremo Tribunal ordenou que um antigo ministro próximo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez fosse julgado por alegada corrupção num caso que ameaçou derrubar o Governo. A investigação sobre José Luis Abalos, ex-ministro dos Transportes e peso pesado socialista que ajudou a levar Sánchez ao poder em 2018, é um dos vários escândalos de corrupção que abalam a frágil coligação minoritária.
Abalos e o seu ex-conselheiro Koldo Garcia são suspeitos de terem recebido subornos para a adjudicação de contratos públicos de equipamento sanitário durante a pandemia de covid-19. Os dois homens permanecerão em prisão preventiva, acusados de suborno, tráfico de influências, peculato e participação numa organização criminosa. Os procuradores pediram 24 anos de prisão para Abalos, que foi expulso do Partido Socialista, e 19 anos e meio para Garcia.
Outro antigo dirigente socialista, Santos Cerdán, é também suspeito de irregularidades na adjudicação de contratos públicos, o que o obrigou a abandonar o seu poderoso cargo de secretário da organização do partido.
O escândalo abalou um Governo que chegou ao poder prometendo limpar a política espanhola, depois de o principal partido conservador, o Partido Popular, ter sido condenado no seu próprio caso de corrupção.
Sánchez negou qualquer financiamento irregular do Partido Socialista, recusando os pedidos da oposição para se demitir e convocar uma votação rápida. A mulher do primeiro-ministro, Begoña Gómez, bem como o seu irmão mais novo, David Sanchez, foram alvo de vários processos de corrupção.
Os problemas legais agravam as dificuldades do governo minoritário, que tem tido problemas em aprovar legislação.
