Fausto tem um restaurante português no Gabão: "Estranham, mas depois gostam"

Fausto Correia chegou ao Gabão em 2001
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Há portugueses onde menos se espera, em países do globo pouco comuns nos destinos da emigração. Fausto Correia chegou ao Gabão em 2001, um país de 2,5 milhões de habitantes onde só vivem 42 portugueses.
Fausto Correia sempre teve o desejo de viajar e, após concluir o curso de Cozinha, encontrou nas plataformas de petróleo o passaporte para concretizar o sonho. Através de um amigo que já estava neste ramo, concorreu a uma empresa e chegou ao Gabão pela primeira vez em 2001. Vive em Port-Gentil, na Ilha Lopez, banhada pelo Atlântico e a 20 minutos de avião de São Tomé e Príncipe. "É a capital económica do país, tem muitas empresas estrangeiras, refinarias e indústrias de madeira", explica. São apenas 42 os cidadãos portugueses registados no país, que tem 2,5 milhões de habitantes. A maioria da comunidade nacional está na capital Libreville, a 400 quilómetros de distância. Fausto reconhece que a integração teve os seus desafios. "A cultura africana é diferente, temos de nos habituar" e "não sabia falar francês".

