
Juan Medina/Reuters
Felipe de Borbón foi proclamado, esta quinta-feira, Felipe VI, rei de Espanha, durante uma sessão histórica conjunta das duas câmaras das Cortes Gerais espanholas.
"Juro desempenhar fielmente as minhas funções, guardar e fazer guardar a Constituição e as leis e respeitar os direitos dos cidadãos e das comunidades autónomas", declarou Felipe Vi no seu juramento.
Jesus Posada, presidente do Congresso de Deputados, abriu a cerimónia, recordando que as cortes se reuniram para receber o juramento.
"As cortes gerais acabam de receber o juramento. Em cumprimento da consttuição fica proclamado rei de Espanha don Felipe de Borbon e Grecia, que governara como rei Felipe VI. Via o rei, Viva Espanha", anunciou Posada, antes de ser tocado o hino nacional espanhol.
A cerimónia histórica, que marca a proclamação do primeiro rei em democracia em Espanha, decorre perante mais de mil convidados, incluindo a família real, membros do Governo, ex-presidentes do Governo e presidentes de Governos regionais.
A cerimónia arrancou com um forte e longo aplauso aos novos reis, com Felipe VI e a rainha Letizia, sorridentes, a acenar com a cabeça. "Abre-se a sessão", disse Jesus Posada, presidente do Congresso de Deputados.
Em Espanha um novo rei não é nem coroado nem entronizado, tendo que, em vez disso, prestar juramento e ser proclamado, com a Constituição a determinar que a Coroa é hereditária nos sucessores de Juan Carlos I de Borbón.
Ao contrário do que aconteceu durante o juramento de Juan Carlos - que jurou com a mão sob uma bíblia e ao lado de um crucifixo - não há qualquer símbolo religioso na cerimónia de proclamação de Felipe VI.
Posada recordou que, há 39 anos, Felipe de Borbón, hoje rei, testemunhou a cerimónia de proclamação Juan Carlos como rei de Espanha e a sua mensagem de que pretendia ser "o rei de todos os espanhóis, começando uma nova etapa na história de Espanha".
"E Espanha iniciaria uma transformação política, social e económica sem precedentes", disse, expressando depois "sincera e profunda gratidão a quem até hoje foi o rei de Espanha" e à rainha Sofia, o que suscitou longos aplausos dos convidados.
"Hoje começa um novo reinado. Sem dúvida é muito o que avançámos ao longo destas quatro décadas. Hoje, Espanha é uma democracia consolidada. O próprio juramento a que hoje assistimos é prova inequívoca do cumprimento de previsões constitucionais que, se um dia pareciam distantes, hoje tratam-se com absoluta normalidade democrática", disse.
A cerimónia desta quinta-feira obrigou a alterações ao espaço interior do hemiciclo.
Um estrado de quase três metros foi colocado na zona presidencial do Congresso, dominada por quatro cadeiras reais, de cor avermelhada, ocupadas pelos reis Felipe e Letizia, por Leonor, princesa das Astúrias e pela sua irmã, a infanta Sofia.
À direita de Felipe VI estão mais três cadeiras: para o presidente do Governo, Mariano Rajoy, do Congresso, Jesus Posada, e do Senado, Pío García-Escudero, e, atrás destes, os membros da mesa da Câmara Baixa.
Do outro lado, à esquerda, estão os presidentes do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ) e do Supremo, Carlos Lesmes, e do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, e, na fila de trás, os membros da mesa do Senado e pessoal da Casa Real.
Cerca de 700 deputados e senadores testemunharão a sessão que começou ligeiramente mais tarde do que o previsto.
Em primeira fila, numa pequena mesa coberta com um pano vermelho, estão a coroa e o cetro real que foram usados pela primeira vez para a proclamação de Isabel II.
