
Foto: Arquivo AFP
Jeffrey Epstein morreu numa cela de prisão em 2019
Uma "festa Epstein" planeada numa discoteca do Cairo, em referência ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein, foi proibida e o organizador detido, anunciou esta terça-feira o Ministério do Interior egípcio.
O evento, agendado para hoje à noite, com entrada gratuita para mulheres, ocorre num contexto de uma tempestade causada pela publicação, a 30 de janeiro, de um novo conjunto de documentos do arquivo Epstein, pelas autoridades norte-americanas.
A noite "foi anunciada sem obter as autorizações necessárias das autoridades competentes", disse o ministério num comunicado.
As autoridades tomaram medidas "para impedir que isso aconteça" e foram iniciados processos legais, segundo a mesma fonte.
O caso foi desencadeado pela denúncia de uma mulher, que se indignou com a divulgação nas redes sociais de um vídeo a promover o evento.
O comunicado de imprensa do ministério vem acompanhado de fotografias do organizador detido, com o rosto desfocado, e um panfleto promocional.
Contactada pela agência France-Presse (AFP), através dos dados de contacto impressos neste folheto, a discoteca demarcou-se desta iniciativa.
Também contactado pela AFP, um dos três DJ anunciados no folheto negou qualquer envolvimento.
Os documentos divulgados pelas autoridades dos Estados Unidos resultam da investigação ao financeiro norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais envolvendo uma menor.
Epstein morreu numa cela de prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos Estados Unidos de ter abusado sexualmente de dezenas de mulheres.
