Guerrilha colombiana anuncia cessar-fogo para permitir voto livre nas legislativas

ELN anunciou trégua durante eleições do dia 8 de março
Foto: AFP
A guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou esta segunda-feira um cessar-fogo unilateral devido às eleições legislativas e primárias para as presidenciais na Colômbia, previstas para 8 de março, para permitirem que "o povo vote livremente".
"Durante os processos eleitorais dos últimos quatro governos, o ELN realizou um cessar-fogo unilateralmente. Por isso, continuaremos a agir de acordo com a nossa política em favor do povo e da sua ação em liberdade", afirmou o grupo armado num comunicado.
"Para o ELN, é muito importante que o povo vote livremente em quem considerar, ou se abstenha se achar apropriado", declarou a guerrilha, que se distancia das "más práticas" daqueles que responsabilizam o grupo por "afetar o livre exercício do voto no país".
"O ELN não é uma organização eleitoral, não participa com candidatos, nem financia qualquer campanha como o tráfico de droga faz através de dezenas de clãs políticos", acusou o grupo armado, embora tenha criticado aqueles que governaram a Colômbia por não terem ouvido "a voz da maioria".
Neste sentido, o ELN voltou a apresentar a sua proposta de "acordo nacional" e afirma-se aberto a negociá-lo tanto com o Congresso que resultará das eleições legislativas de março como com o Presidente que sair das eleições de 31 de maio.
"A Colômbia precisa de construir soluções para o futuro em democracia, soberania, equidade e justiça social, para o bem da maioria", sublinhou.
No dia 8 de março, os colombianos elegem a composição de ambas as câmaras do Congresso. Em paralelo, várias coligações escolhem os seus candidatos para as eleições presidenciais de 31 de maio.
