
Iranianos em vários países do mundo têm protestado contra o regime
Foto: Michael Buholzer/EPA
O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou esta quarta-feira julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.
O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 2571, de acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos - 2403 eram manifestantes e 147 estavam ligados ao Governo.
O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.
"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".
Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas "fizerem algo assim", os EUA vão "tomar medidas muito fortes".
