
Companhia aérea alemã alterou procedimentos devido à crise no Irão
Kirill KUDRYAVTSEV / AFP
A companhia aérea alemã Lufthansa revelou, nesta quarta-feira, que os seus voos vão evitar o espaço aéreo iraniano e iraquiano "até nova ordem", depois das ameaças dos Estados Unidos contra o Irão.
O grupo, que inclui a Austrian, a Brussels Airlines, a Discover, a Eurowings, a Swiss e a ITA Airways, disse num comunicado que estava a evitar o espaço aéreo "devido à situação atual no Médio Oriente".
A Lufthansa informou que as suas rotas para Israel e Jordânia seriam operadas como voos diurnos, de quinta a segunda-feira da próxima semana, e que as suas tripulações não teriam de pernoitar. Alguns voos poderão também ser cancelados, acrescentou.
Contactadas pela AFP, as autoridades alemãs não comentaram de imediato as recomendações de segurança.
O Governo do Irão notificou hoje o encerramento do seu espaço aéreo durante pouco mais de duas horas, segundo a página de rastreio de voos Flightradar24.
De acordo com a notificação publicada por esta página, o encerramento do espaço aéreo ocorre das 22.15 horas de quarta-feira (1.45 horas do Irão) até às 00.30 horas (4 horas no Irão).
As imagens da Flightradar24 mostram o céu iraniano praticamente vazio de voos.

Na quarta-feira, Trump manteve vaga a perspetiva de uma intervenção militar dos EUA, afirmando que Washington estaria a acompanhar de perto a situação.
O presidente norte-americano ameaçou várias vezes intervir militarmente no Irão desde o início do movimento de protesto que abalou o país no final de dezembro.
Os protestos são os maiores desde a proclamação da república islâmica em 1979.
