
Um tribunal de Jerusalém condenou a nove dias de prisão domiciliária um adolescente palestiniano-norte-americano, que aparece num vídeo a ser agredido pela polícia israelita.
"O jovem que aparece no vídeo foi condenado a prisão domiciliária por nove dias, em Beit Hanina, o tempo que dura a investigação", por ter atirado pedras aos agentes que o abordaram, afirmou à Agência France Presse (AFP), o porta-voz da polícia local, Louba Samri.
Tariq Abu Khder, de 15 anos, primo do jovem palestiniano morto no início da semana passada, foi preso na quinta-feira, em Shafat, um bairro de Jerusalém ocupado e anexado.
Em declarações à AFP, o adolescente desmentiu ter lançado pedras contra os polícias israelitas. "Estava a ver a manifestação, ouvi gritos e vi pessoas a correr e depois a polícia atrás deles. Comecei a correr também, mas caí, eles apanharam-me e começaram a bater-me", contou Tariq, com o rosto ainda inchado.
O adolescente recordou que foi "atacado por dois polícias" e que desmaiou enquanto lhe batiam. "Depois fui ao hospital e, de lá, para a prisão", disse. Tariq insistiu: "Não lancei pedras. Limitei-me a observar".
No portal da Internet Youtube foi partilhado um vídeo no qual é possível ver-se o que parecem ser polícias israelitas a baterem e pontapearem uma pessoa algemada e semi-inconsciente, que alegadamente será Tariq, antes de a levarem para outro local.
Entretanto, a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jen Psaki, afirmou que os Estados Unidos "condenam veementemente qualquer uso excessivo da força", referindo-se ao alegado espancamento do adolescente.
Os Estados Unidos pediram "uma investigação célere, transparente e credível e a responsabilização por qualquer uso excessivo da força".
Há vários dias consecutivos que ocorrem confrontos entre palestinianos e as forças de segurança de Israel.
Os confrontos foram motivados pela morte do primo de Tariq, Mohammed Abu Khder, de 16 anos, que foi queimado vivo, depois de ser sequestrado.
Os palestinianos acreditam que Mohammed Abu Khder foi assassinado como vingança pelo rapto e morte, a 12 de junho, no sul da Cisjordânia, de três adolescentes israelitas. Israel acusa o Hamas de ter sequestrado e assassinado os três jovens, mas o grupo islâmico nega as acusações.
