
Nuno Loureiro tinha 47 anos
Foto: Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT
O português Nuno Loureiro, diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), já se tinha manifestado a favor de Israel. Apesar das especulações, ainda não há evidências que comprovem a ligação do Irão ao seu assassinato.
As autoridades israelitas estão a investigar dados recolhidos nos últimos dias que sugerem uma possível ligação do Irão ao homicídio do português Nuno Loureiro, morto a tiro na segunda-feira à noite em Massachusetts, nos EUA, onde residia. O "The Jerusalem Post" salienta, no entanto, que ainda não há provas concretas que liguem o assassinato a afiliações políticas.
Natural de Viseu, Nuno Loureiro, de 47 anos, era investigador de plasma e fusão nuclear, além de diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Depois de ter sido baleado em casa, foi transportado com ferimentos graves para um hospital na região, onde acabou por morrer horas depois. A polícia dos EUA e a Procuradoria Distrital de Massachusetts abriram uma investigação por homicídio, mas até agora nenhum suspeito foi preso e nenhum motivo foi divulgado.
Antes de ser assassinado, Nuno Loureiro já se tinha manifestado a favor de Israel. Até ao momento, não foram relatados sinais de arrombamento e os investigadores estão a evitar especulações sobre motivos políticos, ideológicos ou de segurança.
A morte de Nuno Loureiro chocou a comunidade académica internacional. A administração do MIT emitiu uma declaração de condolências, destacando as suas extraordinárias contribuições científicas e o seu estatuto de "investigador brilhante e professor dedicado".

