
Tajani esclareceu que Itália "tem prestado ajuda a Gaza há muito tempo" e garantiu que "continuará a fazê-lo"
Foto: Matteo Corner / AFP
Itália afirmou, esta segunda-feira, estar preparada para contribuir para o "treino de novas forças policiais" na Faixa de Gaza e "noutros territórios palestinianos", em linha com o plano dos EUA para o futuro do enclave.
"[Itália] está pronta para treinar uma nova força policial em Gaza, bem como uma força palestiniana", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, numa conferência de imprensa em Roma.
Tajani esclareceu que Itália "tem prestado ajuda a Gaza há muito tempo" e garantiu que "continuará a fazê-lo".
"Estamos entre os países que mais contribuíram em todo o mundo", afirmou o ministro italiano, explicando que o país está "disposto a reforçar a presença dos Carabinieri [polícia] em Rafah", para onde foram destacados para participar na missão de assistência fronteiriça da União Europeia (UE), após a reabertura da passagem.
"Também não há nada de estranho em participar no Conselho de Paz. Queremos ser protagonistas, mas como observadores, tal como fará a Comissão Europeia", acrescentou, antes de confirmar a disponibilidade para "participar na iniciativa" do presidente norte-americano, Donald Trump.
O próprio Trump afirmou no domingo que os líderes que integram o seu Conselho de Paz para Gaza já conseguiram angariar mais de cinco mil milhões de dólares (cerca de 4200 milhões de euros), que serão destinados à reconstrução do enclave palestiniano num cenário pós-guerra com Israel.
O Conselho é apoiado por uma resolução das Nações Unidas, mas Bruxelas manifestou sérias dúvidas quanto à sua plena conformidade com o que está estipulado, como referiu na sexta-feira a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, nomeadamente quanto ao seu alcance, à governação e compatibilidade com a Carta das Nações Unidas.
Subsiste ainda o receio de que Trump pretenda transformar este Conselho num órgão substituto das Nações Unidas em tudo o que diz respeito ao enclave.
