
Ali Khamenei culpou os Estados Unidos da América pelo aumento das taxas de câmbio da moeda
Foto: EPA
Ao sétimo dia de manifestações no Irão, essencialmente motivadas pela crise económica, os confrontos resultaram na morte de um membro da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país.
"Durante os confrontos em Malekshahi, Latif Karimi, membro da Guarda Revolucionária Islâmica foi morto enquanto defendia a segurança do país", depois de manifestantes terem tentado invadir uma esquadra da Polícia, escreveram as agências de notícias iranianas.
O líder supremo do país, o ayatollah Ali Khamenei, reconheceu ontem o mal-estar provocado pela situação económica. "Quando um empresário vê a queda do valor da moeda nacional, a instabilidade das taxas de câmbio e a falta de estabilidade económica e diz que não pode fazer negócios, está a dizer a verdade", disse Khamenei, sublinhando que as autoridades aceitam o descontentamento e estão a tentar "resolver o problema".
Ainda assim, o chefe iraniano instou a Polícia a agir com "mão de ferro" contra os distúrbios e alertou que "o inimigo também está envolvido" nas manifestações. "O protesto é justificado, mas protestar não é o mesmo do que causar distúrbios. É inaceitável que um grupo com objetivos de destruição e desestabilização do país se posicione atrás de empresários reais para tirar partido dos seus protestos", apontou, alegando que a mobilização faz parte de uma "conspiração do inimigo que não descansa".
Ali Khamenei culpou, ainda, os Estados Unidos da América pelo aumento das taxas de câmbio da moeda e acusou os "mercenários do inimigo" de estarem na retaguarda dos manifestantes.

