Ligação de ex-embaixador britânico a Epstein deixa Keir Starmer em risco

Primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Peter Mandelson, embaixador do Reino Unido nos EUA entre fevereiro e setembro de 2025
Foto: Justin Tallis / AFP
A crise política em Downing Street continua, após a divulgação dos ficheiros Epstein, com mais pormenores sobre a relação do pedófilo condenado com o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, demitido do cargo em setembro. Sob pressão dos partidários trabalhistas, o primeiro-ministro Keir Starmer tenta manter-se no cargo e alega ter sido alvo de "mentiras" quando escolheu Mandelson para o cargo.
Um dia após admitir, na Câmara dos Comuns, que sabia das relações de Mandelson com Epstein, o chefe de Governo do Reino Unido voltou a explicar, esta quinta-feira, que o ex-embaixador britânico nos EUA sempre o retratou como "alguém que mal conhecia". "Quando se tornou claro que isso não era verdade, despedi-o", afirmou Starmer.

