Moscovo quer endurecer posição após ataque à residência de Putin. Kiev pede provas

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, e presidente russo, Vladimir Putin.
Foto: Alexander Kazakov / Sputnik / Kremlin / Pool / EPA
O Kremlin declarou esta terça-feira que vai endurecer a posição à mesa das negociações de paz na Ucrânia, depois de acusar Kiev de atacar uma residência do presidente Vladimir Putin, enquanto as autoridades ucranianas pedem provas.
"As consequências são endurecer a posição negocial da Federação Russa", disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, em conferência de imprensa. Peskov adiantou que todos os drones, supostamente ucranianos, foram destruídos pelas defesas antiaéreas, antes de remeter mais esclarecimentos para o Ministério da Defesa russo.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiga, negou qualquer ataque à propriedade de Putin na região de Novgorod (noroeste), lamentando que Moscovo não tenha apresentado quaisquer provas que sustentem a acusação.
"Quase um dia se passou e a Rússia ainda não apresentou nenhuma prova plausível que sustente as acusações de que a Ucrânia atacou uma residência de Putin", escreveu nas redes sociais, sublinhando "não ter acontecido qualquer ataque desse tipo".
Na segunda-feira, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, acusou as forças ucranianas de lançarem mais de 90 drones, entre domingo e segunda-feira, contra a referida residência presidencial de Putin. O ministro dos Negócios Estrangeiros indicou que todos os aparelhos aéreos não tripulados foram intercetados.
Apesar do ataque, Moscovo não vai abandonar a mesa de negociações com os Estados Unidos, garantiu Lavrov, embora tenha admitido que o incidente pode levar a alterações na posição russa.
