
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita
Foto: EPA
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assegurou esta terça-feira que atacará o Irão e a milícia xiita libanesa Hezbollah "com ainda mais força" após esta ter decidido juntar-se à guerra regional desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana ao Irão.
"Continuamos a atacar o Irão com força. Os nossos pilotos estão a sobrevoar os céus de Teerão e também os do Líbano. O Hezbollah cometeu um grave erro ao atacar-nos", declarou Netanyahu, na base aérea de Palmakhim, no centro de Israel, segundo um comunicado do seu gabinete.
"O Governo libanês precisa de compreender e o povo libanês precisa de entender que o Hezbollah está a arrastá-los para uma guerra que não lhes diz respeito", sublinhou o primeiro-ministro israelita, durante uma visita às instalações militares, acompanhado do ministro da Defesa, Israel Katz, e do chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir.
No início da visita, foi-lhe apresentado um relatório operacional e, posteriormente, conversou com operadores de drones e equipas técnicas.
Israel e EUA lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", tendo matado o guia supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram até agora pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Por sua vez, o Irão lançou ataques de retaliação com mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Kuwait e Chipre.
Israel, onde dez pessoas foram mortas por mísseis iranianos, também estendeu os seus ataques ao Líbano, contra o Hezbollah, e aí pelo menos 52 pessoas morreram numa onda de bombardeamentos aos arredores de Beirute, no sul do país e no leste do Vale de Bekaa.
