O Natal é nos Países Baixos, mas dentro de casa a festa é "portuguesa com certeza"

Natal passado em família em Dubrovnik, na Croácia
Foto: Direitos Reservados
A milhares de quilómetros da Maia, em Maastricht, o Natal continua a cheirar a casa. Chega em caixas com bacalhau e bolo-rei enviadas pela mãe, na língua falada à mesa e nas videochamadas que encurtam distâncias. Para Ana Margarida Rouxinol, emigrante de 28 anos nos Países Baixos desde 2022, passar o Natal fora de Portugal não apaga tradições, torna-as mais conscientes.
A viver na cidade neerlandesa de Maastricht com o marido, a escolha de Ana Margarida de emigrar foi racional. "O que me fez abandonar Portugal foi a falta de oportunidades para os jovens e, sobretudo, a não valorização do talento e da alta capacitação de uma das mais bem preparadas gerações, como é a minha. Considero que os salários pagos a jovens com o nível de formação como a minha não respeitam a nossa inteligência, nem o esforço que fizemos para conseguir alcançar o nível de formação académica que possuímos", explica ao JN a emigrante, acrescentando que, "contra estes factos, os argumentos da vida social e da proximidade à família e aos amigos não resistem".

