
Javier Tarazona e o irmão, Rafael Tarazona, após a libertação
Foto: Federico Parra / AFP
A organização não-governamental (ONG) venezuelana Foro Penal anunciou, este domingo, que o ativista e diretor da Fundaredes, Javier Tarazona, foi libertado após mais de quatro anos detido, acusado de incitação ao ódio, terrorismo e "traição à pátria".
"Já em liberdade junto à sua mãe e ao irmão José Rafael, que também foi preso político na Venezuela", indicou a ONG numa publicação na rede social X, em que divulgou uma fotografia do ativista com a família numa igreja.
O presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, afirmou que Tarazona foi libertado "há apenas alguns minutos".
O vice-presidente da ONG, Gonzalo Himiob, referiu igualmente na rede social X que, juntamente com Tarazona, foram libertados outros presos políticos detidos em El Helicoide, sede do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), acrescentando que "em breve" haverá mais informações.
Tarazona foi detido em 2 de julho de 2021, após se ter dirigido à sede do Ministério Público em Coro, capital do estado de Falcón, para denunciar assédio e perseguição por parte de forças de segurança, segundo a ONG.
O ativista destacou-se como uma das principais vozes na denúncia de confrontos entre a Força Armada Nacional Bolivariana e dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) numa zona fronteiriça entre a Venezuela e a Colômbia, perante a ausência de dados oficiais.
O Foro Penal confirmou até ao momento a libertação de 310 presos políticos desde 8 de janeiro, no âmbito do anúncio de libertações feito pelo Governo venezuelano.
