
Leão XIV apelou ao fim da repressão contra os "irmãos e irmãs"
Foto: Alberto Pizzoli / AFP
O Papa Leão XIV alertou esta quinta-feira que o Mundo "não se salva afiando espadas", mas sim pelo perdão, pela compreensão e pelo "acolhimento de todos", durante a primeira missa do ano, que coincide com o Dia Mundial da Paz.
O Pontífice norte-americano, um frade agostiniano, fez alusão a Santo Agostinho para afirmar que uma das "características fundamentais" de Deus é "a total gratuidade do seu amor", já que se apresenta na forma de uma criança recém-nascida, nua e indefesa no berço.
"Isto ensina-nos que o Mundo não se salva afiando espadas, julgando, oprimindo ou eliminando os nossos irmãos e irmãs, mas sim no esforço incansavel para compreender, perdoar, libertar e acolher todos, sem cálculos e sem medo", avisou na sua homilia.
Este é o seu primeiro Ano Novo como Papa, tendo sido eleito em maio passado, e hoje celebrou a tradicional Missa da Solenidade de Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
O início de 2026, enfatizou, é uma oportunidade para cada pessoa ter "uma nova vida" marcada pela capacidade de perdoar. "É belo pensar no ano que começa assim: como um caminho aberto, a ser descoberto, no qual nos aventuramos, pela graça, livres e portadores da liberdade, perdoados e dispensadores do perdão", disse, diante de cerca de cinco mil fiéis reunidos na Basílica vaticana.
Por isso, recomendou que neste ano, enquanto o Jubileu inaugurado por Francisco se encerra em 6 de janeiro, todos se aproximem da fé para abraçar um conceito de paz "desarmado e desarmante", especialmente em benefício dos mais vulneráveis. "Que este seja o nosso compromisso, o nosso propósito para os próximos meses e para toda a nossa vida cristã", exortou.
O Ano Novo coincide também com o Dia Mundial da Paz, que está na sua 59ª edição.
