A Polícia Federal prendeu na terça-feira mais um polícia militar que participa na greve que decorre no estado da na Baía, nordeste do país, desde o dia 31.
O sargento Elias Alves, considerado um dos líderes da paralisação, é o segundo a efectivo preso no estado.
Antes dele, um militar da Companhia de Policiamento de Protecção ambiental foi detido sob suspeita de associação criminosa e roubo de um carro da corporação, de acordo com a Polícia Federal.
Desde o início da greve de um terço dos efectivos da polícia militar na Baía, a Justiça brasileira expediu 12 mandados de prisão para os grevistas.
Os manifestantes pedem a amnistia como condição para o fim da paralisação. Em entrevistas à imprensa local, o governador da Baía, Jaques Wagner, afirmou que pretende punir somente os agentes que se envolveram em crimes.
A reunião entre grevistas e representantes do Governo, que durou quase sete horas na terça-feira, terminou sem um acordo.
O Governo ofereceu a incorporação de dois benefícios ao salário dos polícias, que o aumentaria cerca de 35 por cento, até 2015.
Os polícias pedem o reajuste já para o mês de Março, além de garantias de liberdade para grevistas, ainda de acordo com Wagner.
Após a reunião, os grevistas que ocupam a Assembleia ecoaram gritos de "o Carnaval acabou", em referência à proximidade da festa, que começa já na próxima semana na Baía. O governador disse acreditar que não haverá problemas com o evento.
A Presidência teme que o movimento na Baía seja apenas o começo de greves em seis estados, segundo noticia hoje o jornal "Folha de São Paulo". Associações de policiais militares reclamam dos seus salários no Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.
Desde o início da greve, já morreram 93 pessoas.
